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Brasília, 19 de Maio de 2012 - 14:12
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A nova esquerda, a globalização e o desemprego, em debate em artigo!
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Publicada em 05/09 22h06

Publicado por: Revista número 01 – Fundação Milton Campos 

APRESENTAÇÃO 


O Presidente Fernando Henrique Cardoso, em longa entrevista concedida à Folha de S. Paulo, abordou a questão ideológica, definindo o que é a “Nova Esquerda”. Os conceitos de esquerda e direita sofreram grande mutação a partir do desmoronamento do Império Soviético. Norberto Bobbio, o notável pensador italiano contemporâneo, publicou trabalho em que trata das razões e significados da distinção política de esquerda e direita. Ainda que sustentando que essa clássica divisão persiste após a crise do “socialismo real”, sentencia Bobbio: “Nenhuma pessoa de esquerda pode deixar de admitir que a esquerda de hoje não é mais a de ontem”. Pós-marxista, o presidente reconhece e proclama que: “A falência do socialismo real levou a uma constatação de que tentar alterar o modo de produzir não resolve o problema”. 

Sobre essa mutação do pensamento de Fernando Henrique, discorre o nosso presidente nacional do PPB, senador Espiridião Amim. 

Globalização é a palavra chave do panorama político e econômico da conjuntura atual. Há, desde os que, como o economista Paulo Nogueira Batista, negam a existência da globalização, como presença irreversível, até os que sustentam que negá-la é brigar com os fatos, passando, ainda, pelos que nela enxergam grande perigo para a soberania nacional. Isso é analisado com a propriedade de sempre, pelo deputado Delfim Neto. 

Enquanto o Governo minimiza a existência de uma taxa preocupante de desemprego, e, muito menos, de recessão econômica, baseando-se em dados oficiais do IBGE, o DIEESE afirma o contrário. Sobre isso, que se prenuncia preocupante, ouvimos a opinião abalizada do professor José Pastore, da USP. 

Por sugestão do presidente Espiridião Amim, a Fundação Milton Campos instituiu o Prêmio Milton Campos, no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), a ser concedido à melhor tese sobre desemprego. Para isso, a Fundação em convênio com o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras selecionou doze propostas de plano de trabalho de universitários, aos quais foi concedida uma bola mensal de R$ 400,00, como estímulo para o desenvolvimento de pesquisas. Neste número informamos o desdobramento dos trabalhos.



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