Uma vitória expressiva em 2016

Autor: Luciano Dias
Área:Política

O resultado da eleição municipal de 2016 revelou uma vitória expressiva do Partido Progressista nas urnas de todo o Brasil. Mesmo enfrentando a competição com várias novas legendas e contando com apenas um governador de estado, o Partido Progressista avançou no principal indicador usado para analisar as eleições municipais.

O número de prefeituras conquistadas passou de 474 a 494, estando ainda pendentes decisões da Justiça Eleitoral. Com a queda do Partido dos Trabalhadores, o Partido Progressista voltou a ser a quarta legenda em número de prefeituras, mas a distância para o primeiro colocado, o PMDB, diminui.

O expressivo resultado nacional foi construído com avanços estaduais de alta relevância política. O PP é o líder isolado em número de prefeituras no Rio Grande do Sul e no Piauí. Está em segundo lugar na Bahia e no Rio de Janeiro. É o terceiro colocado em Rondônia, Goiás, Santa Catarina e Alagoas. 

Alguns problemas persistem em estados como Sergipe e Amapá, onde nenhum progressista foi eleito, mas o Partido Progressista se credenciou como protagonista nas eleições presidenciais de 2018 e também em várias sucessões estaduais importantes. A eleição de deputados federais nas próximas eleições deve também quebrar recordes.

O número foi tão significativo que implicou certa perda no número de vereadores, que passou de 4.938 a 4.726, de acordo com os levantamentos mais recentes. É uma conseqüência natural do aumento de candidatos a prefeito, o que exige mais coligações no plano local. De todo modo, foram mais de 6 milhões de votos na legenda progressista, o chamado voto no 11, e o partido manteve a terceira posição global em número de vereadores.

No conjunto das 92 cidades com mais de 200 mil eleitores, o Partido Progressista elegeu dois prefeitos logo no primeiro turno. Foram vitoriosos os deputados federais Marcelo Belinatti em Londrina, no Paraná, e Odelmo Leão, em Uberlândia, em Minas Gerais. A vitória de Odelmo Leão, por sinal, registrou percentuais recordes e Londrina há tempos não via uma vitória em primeiro turno.

O PP ainda disputou o segundo turno em mais duas cidades de grande porte, Maringá e Florianópolis. 

De forma geral, o resultado das eleições de 2016 confirmou, uma vez mais, a força de uma base partidária capilar, presente em quase todo o país, com várias candidaturas a prefeito de capitais, com uma taxa de sucesso eleitoral consistente em pequenas e médias cidades. É ali que o programa municipalista, favorável aos pequenos e médios negócios e com fortes conexões com o agronegócio mostra sua força juntos aos eleitores.

Há trabalho, contudo, a fazer nas grandes cidades. Os grandes eleitorados exigem inovação e juventude, como demonstrou a vitória em Londrina e em várias cidades importantes do Rio Grande do Sul. 

Ao final do segundo turno, contudo, o balanço das eleições mostrou que o PP não conquistou nenhuma capital estadual, enquanto em 2012 colheu vitórias importantes em Palmas e em Campo Grande. O Partido Progressista precisa desenvolver uma ação estratégica nesse campo.

Precisa também, naturalmente, completar a cobertura nacional, ampliando a presença em outros estados do Nordeste e no Norte. O exemplo do sucesso no Piauí e na Bahia pode ser imitado por uma ação política consistente e planejada.

Foi graças a essa ação política consistente e planejada, conduzida pela presidência do Partido Progressista, com o auxílio da Fundação Milton Campos e dos Diretórios Estaduais, que o desafio de uma eleição mais curta, com novas regras de financiamento e com mais legendas disputando todos os cargos foi superado com louvor.

O Partido Progressista seguirá conduzindo sua missão política com ainda mais confiança em suas lideranças, suas estratégias e seu programa.