Valderez Castelo Branco, uma mulher na Assembléia de TO

Conheça a trajetória política, as bandeiras da deputada estadual do Progressistas de Tocantins

Publicado em 20/07/2021 17:19 - Atualizado há 2 semanas

Valderez Castelo Branco Martins é servidora pública aposentada, mãe de três filhos e esposa do ex-deputado federal, Lázaro Botelho. Foi a primeira mulher eleita como prefeita do município de Araguaína (TO) e administrou a cidade por dois mandatos consecutivos (2001-2004/2005-2008). Sua gestão obteve destaque em todas as áreas, recebendo premiações e certificados de notoriedade nacional e internacional. Em 2014, conquistou seu primeiro mandato como deputada estadual, sendo reeleita em 2018 com expressivo aumento de votos. Como parlamentar, desenvolve um trabalho municipalista e já apresentou notórios projetos em prol da melhoria da qualidade de vida dos tocantinenses, com atenção especial à proteção e cuidado da família. Neste período de pandemia, destinou emendas para vacinas contra a Covid-19 e acompanhou ativamente as ações da gestão estadual, priorizando as necessidades da população.

Como foi o início da sua vida pública e carreira política?

Desde jovem, sempre atuei nas causas sociais, exercendo a caridade mesmo antes da política. Para mim, sempre foi fundamental ajudar aqueles que mais necessitam e tornar a vida das pessoas melhor. Depois de me aposentar como funcionária pública da Receita Federal, decidi ingressar na política e então fui eleita para a prefeitura de Araguaína-TO por dois mandatos consecutivos, entre 2001 e 2008. Na oportunidade, atuamos com responsabilidade e zelo em todas as frentes, porque entendemos que a educação, saúde, assistência social, infraestrutura, segurança pública, cultura, esporte e lazer, enfim, todas as áreas precisam estar alinhadas e são primordiais para que o cidadão tenha qualidade de vida.

Por falar em áreas de atuação, quais foram as ações desenvolvidas durante este momento delicado de pandemia que vivemos no país?

Recentemente, destinei R$ 635 mil em emendas individuais para compra de vacinas contra a COVID-19. Desde o início da pandemia acompanhei ativamente as reuniões do Comitê de Crise no Estado,  apoiando de maneira irrestrita todas as medidas que contribuíram na luta contra a Covid-19. Da mesma forma, na Assembleia Legislativa, aprovamos leis e medidas que permitiram aos gestores municipais trabalhar de maneira diligente no combate ao vírus, como os decretos de calamidade pública. Fui co-autora da emenda conjunta que garantiu pagamento de adicional de insalubridade aos profissionais da Saúde. Solicitei a instalação de hospitais de campanha e a suspensão de parcelas dos consignados, entre outros diversos requerimentos e projetos de lei, que asseguram a proteção e saúde do cidadão e cidadã. 

Qual a participação da Fundação Milton Campos na sua trajetória?

Agradeço à Fundação Milton Campos por promover o conhecimento sobre a realidade brasileira, desenvolvendo estudos, pesquisas, debates, cursos e outros eventos que, compartilhados, podem nos ajudar a promover políticas públicas específicas que sejam mais eficientes e ajudem no desenvolvimento dos municípios e da nossa gente. 

De que maneira ser mulher pode influenciar no exercício do mandato?

Sinto-me honrada e responsabilizada em representar as mulheres na política partidária e tenho consciência do meu papel como deputada estadual no momento em que vivemos. A mulher busca independência para poder trabalhar, exercer suas atividades e cuidar dos seus filhos. Por isso, temos que estimular e incentivar ações que venham a esse encontro. Como mulher e como mãe, sei que nós mulheres temos um olhar mais sensível às necessidades do próximo. O fato de ser minoria na Casa  de Leis não faz eu me sentir menor como parlamentar. Somos 24 neste parlamento e não há trabalho direcionado apenas para homem ou mulher, trabalhamos de forma igualitária e respeitosa entre todos e isso nos impulsiona a trabalhar muito mais.

Dê um conselho para as mulheres que desejam entrar na política e se sentem impedidas ou incapazes?

Precisamos de mulheres em todos os papéis de representação na sociedade: presidentes de bairro, instituições públicas e privadas, comissões, conselhos, entre outros. Então saibam que todas vocês são importantes, têm capacidade e podem participar trabalhando e colaborando, direta ou indiretamente na política, para tornar o Brasil cada vez melhor, mais inclusivo e com oportunidades para todos e todas.